ARAGUAÍNA-(TO).” justiça investiga quarto homem suspeito na morte do advogado.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; no dia 03/12/17 às 05:h36min. Por SEGURANÇA PRIVADA Jucelino…

Polícia investiga participação de quarto PM na morte de advogado.

Polícia Civil do Tocantins investiga se um sargento da Polícia Militar do Pará que foi preso na quarta-feira (29) como suspeito de fazer parte de um grupo de extermínio, participou da execução do advogado Danillo Sandes em Araguaína. Se a teoria for confirmada, este é o quarto militar paraense envolvido no crime. Os outros três estão presos em Palmas desde setembro.

O Sargento Jeosafá Pinheiro foi preso em Itupiranga, cerca de 48 km de Marabá, suspeito de participação na morte de um conselheiro tutelar no Pará. Outros dois PMs do Pará, Rony Marcelo Alves Paiva e João Oliveira apontados como responsáveis pela morte do conselheiro estão presos suspeitos de participação no assassinato de Danilo Sandes.

O advogado vítima do crime, Danilo Sandes, teria sido assassinado a mando de Robson Barbosa da Costa, de 32 anos, por se recusar a participar de uma fraude durante a disputa por uma herança milionária. De acordo com a investigação, Robson queria ocultar bens da Justiça para prejudicar parentes que também tinham direito ao dinheiro. Ao todo, a herança valia cerca de R$ 7 milhões.

A suspeita do delegado José Rérisson Macedo, que comanda as investigações, é de que o sargento Josafá Pinheiro tenha atirado contra Danilo no dia do crime. “Ele foi a pessoa que cumprimentou o Dr. Danilo quando no ingresso dele naquele veículo. Ele se posicionou bem atrás do banco do Danilo e ele teria sim, para nós, efetuado o disparo”.

Dois dos PMs presos em setembro fazem parte do 4º Batalhão da Polícia Militar de Marabá. O terceiro homem foi expulso da corporação por envolvimento em outro crime. Durante o cumprimento dos mandados, um dos suspeitos tentou fugir e se envolveu em um acidente, mas acabou preso. A arma do crime não foi localizada.

A Polícia Militar do Pará disse que a corregedoria adotará as medidas necessárias e abrirá procedimento administrativo para apurar o caso, que poderá culminar na exclusão dos policiais da corporação.

Danilo desapareceu na manhã do dia 25 de julho. O advogado foi procurado durante quatro dias. O corpo dele foi encontrado no dia 29, em uma propriedade às margens da TO-222, a 18 km de Araguaína, perto de entroncamento com Babaçulândia.e já em decomposição. Ele estava apenas de cueca, com marcas de lesões, sangue e fogo.