ARAGUAÍNA-TO. O números de policiais militares em todo o território do Estado do Tocantins, é menos da metade permitido por lei.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO;  no dia 27/09/17 às 09:h39min. Por SEGURANÇA PRIVADA Jucelino…

Número de policiais militares no Tocantins é menos da metade do que determina lei

Lei estadual de 2015 dispõe que no Tocantins deveria ter 9 mil policiais, sendo que hoje o efetivo é de 3,6 mil militares. MPE cobra agilidade no concurso público.

Levantamento do MPE diz que efetivo da PM está abaixo do necessário no Tocantins



Um levantamento do Ministério Público Estadual aponta que a Polícia Militar do Tocantins tem menos da metade do efetivo necessário. Segundo o promotor de Justiça Paulo Alexandre, existe uma lei estadual a qual determina que o ideal seria 9 mil policiais. Em contrapartida, no estado há 3.660 militares, o que representa apenas 40% do ideal. O déficit é de 5,4 mil PMs.
Esse foi um dos motivos que fizeram a promotoria a entrar com uma ação civil pública cobrando do governo o aumento do efetivo da PM e maior agilidade na realização de um concurso público.
Do total de policiais que estão na ativa, 1.572 estão lotados em Palmas, o que representa 43% do efetivo. Em Araguaína, segunda maior cidade do estado, e nos outros 14 municípios que fazem parte da região norte do estado, são 425 homens. Os dados são do Comando Geral da PM.
O governo deveria garantir um policial para cada 300 habitantes, mas na região de Araguaína, por exemplo, tem um policial para cada 1.500 pessoas. Na cidade, os moradores reclamam da violência. Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), de janeiro a julho, foram mais de 400 furtos e roubos a casas e comércios.
Um homem que preferiu não se identificar diz que a família dele foi vítima de criminosos no início deste mês. “Por volta das 7h da manhã, quando a gente acordou, eu fui comprar o café da manhã, a minha esposa ficou dentro de casa e foi surpreendida. Um meliante entrou em casa, colocou a arma nela e pediu dinheiro”. Ele ainda diz que passou por outras situações semelhantes.
Em nota, o Comando Geral da Polícia Militar informou que o processo do concurso público está na fase de abertura de propostas na superintendência de licitações da Secretaria da Fazenda. A PM afirmou ainda que reconhece o baixo efetivo, mas vem adotando medidas para atender a população. A nota esclarece que a PM não foi notificada sobre os questionamentos do Ministério Público.