Prefeitura de Araguaína oferece para auxiliar nas fiscalizações de frigorífico.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; no dia 10/08/17 às 09:h35min. Por SEGURANÇA PRIVADA Jucelino…

Estabelecimentos foram interditados pelo Ministério da Agricultura após Operação Vegas. Fiscais federais teriam recebido propina para liberar alimentos contaminados.
Prefeitura de Araguaína quer auxiliar na fiscalização de frigoríficos investigados

A Prefeitura de Araguaína, no norte do Tocantins, se ofereceu para ajudar na fiscalização dos frigoríficos investigados em uma operação da Polícia Federal. Cinco estabelecimentos chegaram a ser interditados pelo Ministério da Agricultura na cidade, mas quatro deles já foram liberados. Para resolver a questão de forma definitiva, a prefeitura sugeriu que os médicos veterinários que são concursados na cidade sejam usados nas fiscalizações.
A PF aponta que auditores fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) teriam recebido proprina para liberar alimentos contaminados e ignorar irregularidades nas empresas. Em um dos casos, até carcaças de boi com sintomas de tuberculose animal foram liberadas por um dos auditores.
Já existe um convênio entre o Mapa e a prefeitura para que alguns profissionais auxiliem nas fiscalizações, a sugestão é ampliar esta parceria. Nem o governo federal, nem as empresas se manifestaram sobre a ideia. O prefeito Ronaldo Dimas (PSDB), destacou que a medida foi tomada para que as empresas voltem a atuar o mais rápido possível, uma vez que a economia da cidade é dependente da agropecuária.

Frigoríficos foram interditados após Operação da Polícia Federal.
A interdição, com o objetivo de evitar riscos à saúde dos consumidores, inclui suspensão das exportações de unidades da Minerva, LKJ, Boi Brasil e Gelnex Indústria e Comércio. Além disso, servidores suspeitos de irregularidades foram afastados e passarão por processo administrativo disciplinar.

Ao todo, 51 mandados judiciais foram cumpridos durante a operação Vegas, segunda fase da operação Lucas, nos municípios de Araguaína, Gurupi, Palmas e Paraíso do Tocantins, além dos estados do Maranhão e Minas Gerais.
O fiscal do Ministério da Agricultura no Tocantins, Dagoberto Machado Prata, é apontado pela Polícia Federal como responsável por liberar alimentos contaminados e carne bovina com tuberculose em troca de propina. A informação está na decisão do juiz federal João Paulo Abe que autorizou a Operação Vegas.
Os agentes estiveram em dois frigoríficos, Boi Forte (LKJ) e Minerva, em uma fábrica de gelatina, Gelnex e em outras nove empresas no estado. Eles procuravam documentos relacionados a operação.
Dagoberto Machado Prata teve a prisão preventiva decretada. Além do recebimento de propina, ele também é suspeito de destruir provas após a primeira fase da Operação Lucas, que investiga as mesmas irregularidades.
De acordo com a investigação, Dagoberto teria recebido propina mensal no valor de R$ 50 mil e ainda R$ 5 mil de auxílio combustível do frigorífico Boi Forte (LKJ) para liberar carcaças de animais contaminados. O fiscal foi afastado das funções e teve a prisão preventiva decretada.