ARMAS NO BRASIL- Relator de projeto de armas no Senado quer revisar Estatuto de Desarmamento.

DIVULGAÇÃO 1° P/ USUÁRIO.”

Relator de projeto de armas no Senado quer revisar Estatuto de Desarmamento
Alessandro Vieira quer superar discussão do tema e promete debate ‘equilibrado’; proposta é alternativa à derrubada de decretos.”


Por- Daniel Gullino.”

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; No dia 28/06/19 às 10:h50min por SEGURANÇA PRIVADA jucelino… ( FOTOS e VÍDEOS ) compartilhe.”

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE), no plenário do Senado Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado.”


BRASÍLIA — Após a publicação de quatro novos decretos sobre a posse e porte de armas , que repetem pontos questionados em medidas anteriores, o Senado debate a melhor forma de lidar com o tema. Com a possibilidade de não haver clima de revogar novamente os decretos de Bolsonaro , uma das alternativas é fazer um projeto de lei que trate dos mesmos temas, mas de forma mais branda.

O senador Alessandro Vieira (PPS-SE) é relator de um projeto apresentado por três senadores do PSL (entre eles, Flávio Bolsonaro) e pelo líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-CE), que praticamente repete o teor dos decretos de Bolsonaro. Ele promete apresentar um texto mais “equilibrado”, que funcione como uma revisão do Estatuto do Desarmamento, para superar a discussão sobre armas. Antes, promete ouvir todos os lados interessados e de analisar outros projetos sobre o tema já em tramitação na Câmara e no Senado.

O Brasil tem que superar essa pauta. A gente não pode ficar preso em um discussão sobre armas em um país com 14 milhões de desempregados, com crescimento negativo do PIB — aponta.

Veja as imagens das armas em estande de tiro.”

O presidente Jair Bolsonaro editou nesta terça-feira (25/6) três novos decretos regulamentando a posse e o porte de armas no Brasil. Um dos atos, publicados em edição extra do Diário Oficial da União, revogou os dois decretos anteriores, de maio, que foram contestados no Congresso Foto: Bruno Kaiuca / Agência O Globo

Os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (esquerda), e do Senado, Davi Alcolumbre. Edição do DOU desta terça (25/6) traz despacho de Bolsonaro informando o encaminhamento ao Congresso de um projeto de lei que altera normas sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição e sobre o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) Foto: Luis Macedo / Agência O Globo

Novos decretos são assinados apenas por Bolsonaro e pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, enquanto os anteriores também tinham a assinatura dos ministros da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, e da Justiça, Sergio Moro O Senado derrubou os decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizava o porte de armas Foto: Antonio Scorza / Agência O Globo.

Cliente na loja Top Arms, em São Paulo. Na última semana, o Senado aprovou projetos que derrubaram o decreto de armas na última terça, com 47 votos favoráveis e 28 contrários. Para ter validade, a decisão precisaria passar pelo plenário da Câmara, o que estava previsto para ocorrer nesta terça-feira Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo.”

Os decretos do presidente Jair Bolsonaro que afrouxam regras para cidadãos comprarem armas de fogo fizeram disparar o interesse por pistolas, revólveres e munições nos balcões das melhores lojas do ramo do país Foto: Daniel Marenco / Agência O Globo

O empresário Axl Satier, 37 anos, que administra uma rede com três pontos de venda no Estado do Rio, atende cliente interessado em comprar uma arma em uma de suas lojas Foto: Marcelo Regua / Agência O Globo.”

Nilton Gonçalves, dono de loja no centro de São Paulo. Para ele, apesar da flexibilização, regras ainda não estão claras o suficiente Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
Na próxima quinta-feira, foi marcada uma audiência pública para discutir o tema. A intenção do senador é entregar o relatório na semana seguinte, no dia 10. Para Vieira, existe atualmente um “tumulto normativo”, e o Congresso precisa tomar iniciativa para organizar a legislação.  

— É majoritário no Senado o entendimento de que é preciso legislar. Rapidamente, mas com qualidade. E essa é a nossa missão nas próximas semanas — afirma. — O governo já mostrou que vai tentar tratar do assunto de qualquer forma e, se isso vai acontecer, é melhor que a gente faça com segurança, tranquilidade, equilíbrio através do Congresso Nacional.