DESARMAMENTO- ficará mais fácil ter uma arma em casa veja.

DIVULGAÇÃO  1°  P/  USUÁRIO.”

Desarmamento: ficará mais fácil ter uma arma em casa.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO;  No dia  05/11/18  às  13:h35min por SEGURANÇA PRIVADA jucelino… ( FOTOS e VÍDEOS  ) compartilhe.”

Afinado com o governo de Jair Bolsonaro, Fraga antecipa que as mudanças no Estatuto do desarmamento serão fatiados, e mais votada logo.

Aliados e simpatizantes do futuro governo de Jair Bolsonaro querem flexibilizar as regras da posse das armas de fogo, ainda em 2018. Afinal, mudar o Estatuto do Desarmamento é uma das promessas de campanha do presidente eleito. Grande parte dos parlamentares brasilienses na Câmara apoia o movimento, principalmente, o líder da chamada Bancada da Bala, deputado Alberto Fraga (DEM).
“É difícil votar tudo neste ano, mas temos condições de começar com a revisão das regras da posse”, comenta Fraga. A discussão da posse contempla as regras para o cidadão ter uma arma dentro de casa. Neste contexto, o deputado espera votar no plenário a extinção do princípio da necessidade comprovada.
“Hoje são quatro os requisitos necessários. O cidadão não pode ter antecedentes criminais, tem que fazer curso de tiro, precisa ter 25 anos e passar em uma avaliação de aptidão psicológica. A necessidade comprovada seria a fundamentação do pedido. Hoje o delegado de forma discricionária concede para quem ele quiser. Isso precisa ser revisto”, afirma o líder da Bancada da Bala.
Segundo o deputado, também há horizonte para votar o aumento do prazo do registro dos cinco anos atuais para um ciclo de dez anos. “Também queremos obrigar uma anistia e um recadastramento”, completa. A criação do porte rural, para os moradores do campo, também é uma mudança possível, na visão de Fraga.
Não há apenas um projeto para votar. São 97 propostas, todas apensadas. A palavra final sobre a votação deve ser dada a curto prazo pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Candidato à reeleição, Maia já negocia a agenda com os bolsonaristas.
Eleito para o Senado Federal, o deputado Izalci Lucas (PSDB) também planeja votar pela flexibilização “Em primeiro lugar, porque 90% da população é a favor. Esse assunto já foi muito debatido. Tem que ter muito critério. E não sou favorável ao camarada andar armado na rua, salvo poucas exceções, como os militares”, diz o tucano.
O deputado suplente Marcos Pacco (Podemos) tende a votar a favor da revisão das regras, principalmente à posse. “Sou contra o porte liberado nas ruas. Imagina, uma briga de trânsito, uma desavença pode descambar em homicídio”, pondera.
No outro prato da balança, a deputada reeleita Érika Kokay (PT) promete lutar contra qualquer revisão. “Só quem ganha com a flexibilização são empresas que fabricam armas. Ninguém mais. Essa cultura de faroeste estadunidense no Brasil é completamente anacrônica e não correspode às necessidades da população”, critica.
Para Kokay, o Congresso deveria focar esforços para melhorar as condições de trabalho e equipamentos das Forças de Segurança. Por enquanto, sobre o debate do rearmamento, o deputado Rôney Nemer (PP) faz só uma comentário: “Minha arma é minha fé”.

Saiba mais
“Se o Brasil tiver a prevenção primária lá na fronteira, evitando a entrada de armas ilegais e drogas e, combatendo as organizações criminosas, a necessidade de armas de fogo dentro casa falece. Na verdade, a gente está discutindo um sintoma. Não estamos abordando o problema”, afirma George Filipe Dantas, consultor em Segurança Pública. Na avaliação do especialista, a onda de violência é fruto do descontrole das fronteiras nacionais e do avanço do crime organizado, encastelado no próprio sistema prisional, com facções com tentáculos nacionais. “Se todos os cidadãos ficarem armados, deixaremos de ter narcotráfico? As fronteiras serão fiscalizadas? Os grandes grupos criminosos serão neutralizados? É um problema complexo. Isso remonta a uma máxima de Henry Mencken: Para todo problema complexo, existe sempre uma solução simples, elegante e completamente errada. Temos que lembrar que a política costuma ser imediatista”, reflete Dantas.