PALMAS-TO.” Abordagens da PM terminam com mortos e feridos no Tocantins.

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Abordagens da PM terminam com mortos e feridos no Tocantins; relembre os casos
Último caso foi registrado na sexta-feira (26), quando jovem afirma ter sido ferido durante abordagem. Especialista analisou as imagens e afirmou que não havia necessidade de agressão.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; No dia 29/04/19 às 19:h12min por SEGURANÇA PRIVADA jucelino… ( FOTOS e VÍDEOS ) compartilhe.”

Especialista rever as imagem das abordagem…

Relembre casos em que abordagens da PM geraram revoltas.

Ao menos três abordagens realizadas pela Polícia Militar esse ano terminaram com mortos ou feridos no Tocantins. A última foi registrada na sexta-feira (26), quando Daniel Cavalcante, de 20 anos, ficou ferido. Ele alega que foi agredido pelos militares, mas a PM nega essa versão e diz que precisou conter o jovem após ele tentar fugir e atacar os policiais, no Jardim Taquari. Ele tem passagem pela polícia e está em liberdade condicional.

Segundo a PM, tudo começou quando os policiais receberam denúncia de que um supermercado havia sido assaltado. Os militares começaram a procura pelo assaltante. Foi quando encontraram Daniel perto da casa de uma tia, onde a abordagem começou.

A tia de Daniel Ana Tilda Cavalcante afirma que os policias entraram na casa dela e pegaram um celular. “Eles pegaram o celular, formataram e começam a espancar meu sobrinho e meu filho que estavam dentro de casa”.

Vídeos feitos por testemunhas mostram o jovem sendo abordado por dois militares. Momentos depois, a moto onde o jovem estava aparece caída no chão e o rapaz fica encostado num muro.

s imagens mostram que um dos policiais segura a mãe do jovem. A abordagem continua e o rapaz resiste a prisão. Quando Daniel está dentro da viatura o policial usa um cacetete. A família contou que dois primos e a mãe de Daniel também ficaram feridos. Todos passaram por exame de corpo de delito.

“Entraram os policias aqui dentro, estavam com o cacetete na mão e começaram a me bater, eu caí no chão”, disse Bruno Cavalcante.

O especialista em segurança Igor Barbosa analisou os vídeos. Para ele, não houve resistência, principalmente porque o jovem não estava armado. “Não estava armado e não esboçou reação, pelo menos nas imagens que eu pude ver. Ele estava parado, engravatado e sendo contido. Não havia necessidade de agressão, já que a resistência passiva, ou seja, o fato de a pessoa se deitar no chão, se recusar a abrir a porta ou mesmo xingar o policial, não gera crime de resistência e não autoriza o uso da força física”.

A mãe de Daniel, Zuleide Cavalcante, contou que levou dois socos. Os hematomas ainda estão na região dos olhos. Para revidar, ela jogou uma pedra em um dos policiais. A mãe confirmou que o filho tem passagem pela polícia, mas condenou a postura dos policiais.

“Se tinha algema, tinha arma, já era o dono do poder, não precisava fazer isso. Rolou com meu filho no chão, a roupa dele ficou toda suja. Quem via não acreditava que era um policial lutando com um menino”.

Daniel foi liberado pela polícia no mesmo dia. A mãe pagou fiança de R$ 300 por ter agredido o policial. O comandante do 6º Batalhão da PM, tenente-coronel João Leyde de Souza, disse que os policiais agiram dessa forma porque o jovem resistiu a prisão. “Ele começou a se exaltar e defender a integridade dos policiais militares, tecendo alguns comentários ofensivos. Foi dada voz de prisão a ele e no momento ele resistiu à prisão. Aí os policiais utilizaram uso seletivo da força”.

Nesse ano, outros casos envolvendo policiais tiveram repercussão. Em janeiro, William Lourenço, de 24 anos, foi morto dentro da própria casa pela Polícia Militar. A família disse que ele estava dormindo, quando os PMs invadiram a casa e atiraram.

Já a PM informou que recebeu denúncia de que o jovem estava armado e que ele morreu depois de uma troca de tiros.

No mês passado, Leandro Rocha da Cunha, de 16 anos, morreu depois de ter sido atingido por uma viatura da PM. A corporação informou que o jovem fugiu após ser abordado e que ele morreu após bater em um meio e fio e cair entre as rodas da viatura.

Mas um laudo da perícia mostra que o local da morte foi alterado. A viatura da PM foi encontrada estacionada em um ângulo diferente. O policial que dirigia a caminhonete foi preso, mas nove dias depois foi liberado. A mãe de Leandro vive angustiada até hoje.

Outro lado
A PM informou que os inquéritos Policiais Militar sobre abordagens envolvendo Willian Feitosa Lourenço e Leandro Rocha da Cunha não foram finalizados e por isso não podem ser admitidos juízos de valor sem o devido processo legal.

Sobre a abordagem ocorrida no Bairro Taquari, em Palmas, disse que será instaurado procedimento administrativo para apurar as circunstâncias do fato. Afirma que defende o direito das pessoas em expor circunstâncias que considera pertinentes à ocorrência, mas que nenhuma informação desta natureza foi prestada no boletim de atendimento da PM, nem tampouco foi recebida queixa/denúncia sobre formatação de celular.