POLÍCIA FEDERAL- Retrospectiva da Polícia Federal no Tocantins, mais de 80 pessoas foram presas.

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Relembre operações da PF em 2017 no TO; mais de 80 pessoas foram presas
Durante o ano a Polícia Federal investigou desvios que podem chegar a R$ 2 bilhões. Políticos, médicos, empresários e funcionários públicos estão entre os alvos.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; no dia 02/01/18 às 09:h23min por SEGURANÇA PRIVADA Jucelino…

Em 2017 a Polícia Federal bateu na porta de políticos, médicos e funcionários públicos no Tocantins. Suspeitas de fraudes e esquemas de corrupção resultaram em 84 prisões. Juntando as operações ao longo do ano, a PF investigou o suposto desvio de mais de R$ 2 bilhões no estado.

No dia 28 de abril, durante a operação Ápia, o deputado Eduardo Siqueira Campos (DEM), saiu de casa, conduzido pelos agentes federais, para explicar suspeitas de pedidos de propinas.

No dia 3 de abril, na operação Rota 26, os deputados Rocha Miranda (PMDB) e Zé Roberto (PT), também tiveram que depor na Polícia Federal para explicar suspeitas de desvios no Incra.

Em maio, a operação Lucas colocou na cadeia a ex-superintendente do Ministério da Agricultura, Adriana Floresta, suspeita de participar de esquema de corrupção envolvendo frigoríficos.

Eduardo Siqueira Campos voltou a ser alvo da Polícia Federal, no dia 27 de junho na operação Naum que investiga desvios de dinheiro no Igeprev.

Em 18 de agosto, na quinta fase da operação Ápia, o governador Marcelo Miranda (PMDB) e o procurador geral de justiça, Clenan Renaut, foram intimados a explicar sobre pagamentos de R$120 milhões a empreiteiras investigadas.

Em 30 de agosto, na segunda fase da operação Lucas, o auditor do Ministério da Agricultura, Dagoberto Machado, foi preso porque teria liberado carne com tuberculose para o consumidor em troca de propina.

Em 7 de novembro, dez médicos, a maioria cardiologistas, foram para cadeia na operação Marcapasso. Eles teriam recebido propinas de empresas fornecedoras de matérias para a secretaria de saúde. Além de serem suspeitos de pedir procedimentos, supostamente sem necessidade, para ter mais lucro no esquema.

Ainda em novembro, quatro pessoas da família do governador Marcelo Miranda foram indiciadas nas investigações da operação Reis do Gado, porque teriam recebido propinas de empreiteiros.

Em dezembro, no fim das investigações da operação Nosotros, o prefeito de Palmas Carlos Amastha, secretários e empresários foram indiciados por corrupção em um suposto esquema entre a prefeitura e empresas do ramo imobiliário.

E no dia 13 de dezembro, na sexta fase da operação Ápia, a PF fez buscas na Câmara em Brasília e conduziu para depor os deputados federais, Dulce Miranda (PMDB) e Carlos Gaguim e ainda o empresário de postos de combustíveis, Benedito Faria, o Dito do Posto.