SEGURANÇA PRIVADA- Vigilante suspeito de matar ex-aluno da PUC é preso em SP.

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Vigilante suspeito de matar ex-aluno da PUC é preso em SP
José Domingos Diniz, de 59 anos, foi preso em flagrante e responde por homicídio simples. Vigilante afirma que agiu em legítima defesa.

Por- Michelle Barros e Patrícia Figueiredo, TV Globo e G1.”

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; No dia 06/07/19 às 07:h17min por segurança privada jucelino… ( FOTOS E VÍDEOS ) compartilhe.”

O vigilante suspeito de matar a facadas um ex-aluno de Engenharia Civil na unidade Consolação da PUC, nesta quinta-feira (5), foi preso em flagrante. José Domingos Diniz, de 59 anos, responde pelo crime de homicídio simples e passou a noite da carceragem do 4º DP (Distrito Policial). À polícia, Diniz disse que apenas se defendeu.

Segundo testemunhas, a morte do ex-aluno ocorreu após uma discussão com o vigilante terceirizado da universidade. Bruno Silva, de 27 anos, teria pego uma barra de ferro e agredido o segurança, que revidou com uma facada. O vigilante ficou ferido e foi levado à Santa Casa antes de ser ouvido no 4º DP e levado para fazer exames de corpo de delito.

De acordo com a polícia a confusão começou dentro do banheiro do 2º andar do prédio. O ex-aluno já estava lá dentro quando o vigilante entrou no local para lavar uma faca que tinha usado no almoço. Segundo o porteiro, ele fez um comentário em voz alta, sem saber que Bruno também estava ali.

Bruno teria então saído de uma das cabines do banheiro e os dois começaram a discutir. O porteiro teria dito que tinha uma faca e que por isso Bruno não deveria ameaçá-lo. Ainda segundo a polícia, nesse momento o rapaz saiu correndo, pegou uma barra de ferro e voltou.

“Quando ele encontrou lá no segundo andar o porteiro ele já chegou desferindo golpes. Chegou a acertar vários golpes na cabeça e nos braços [do vigilante]. Nisso o porteiro apanhou a faca que tinha usado para comer e tentou se defender. Nós não sabemos precisar quantas facadas foram desferidas”, diz o delegado Rafael Navarro, responsável pelo caso.

Bruno da Silva Araújo era conhecido como Zika e trabalhava como motoboy. Ele esperava em breve conseguir um emprego como engenheiro civil. Silva havia se formado no ano passado na PUC, com o auxílio de uma bolsa de estudos, mas ainda frequentava a universidade.

O jovem já havia reclamado de desentendimentos com o funcionário da faculdade anteriormente, segundo familiares. “Ninguém da faculdade pegava no pé dele por ele comer lá na PUC, mas esse porteiro sempre virava a cara para ele”, diz o tio de Bruno.

Colegas da PUC relataram que Bruno era um rapaz tranquilo, mas fechado, e que tinha dificuldades em se relacionar com os colegas.

“Ele tinha problema para se comunicar com as pessoas mas ele nunca tinha feito nada aos funcionários ou aos colegas da universidade”, diz um estudante que conhecia Bruno.