É hoje todos os sindicatos fazem greve contra a reforma trabalhista.

NOVA REDAÇÃO:

ATUALIZADO; no dia 10/11/17 às 07:h09min. Por SEGURANÇA PRIVADA Jucelino…

Sindicatos fazem protesto hoje contra reformas trabalhista e da Previdência.

Centrais sindicais convocaram manifestações em diversas cidades do país nesta sexta-feira (10) para protestar contra a reforma trabalhista. A mudança nas leis trabalhistas foi sancionada pelo presidente Michel Temer em julho, mas entra em vigor apenas neste sábado (11). Os sindicatos também protestam contra a reforma da Previdência, que voltou à pauta de negociação entre o governo e os membros do Congresso.

O “Dia Nacional de Paralisação”, como é chamado, foi convocado pelas principais representantes de trabalhadores, como CUT (Central Única dos Trabalhadores), Força Sindical, UGT (União Geral dos Trabalhadores), NCST (Nova Central Sindical de Trabalhadores), CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros) e Fórum Sindical de Trabalhadores.

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Veja os locais:

 

SP: Em São Paulo, o ato foi marcado para as 9h30 na praça da Sé, na região central da cidade. Na sequência, os participantes devem fazer uma caminhada até a avenida Paulista.

RJ: No Rio, o protesto está marcado para as 16h, na Candelária, seguido por caminhada até a Cinelândia.

DF: Em Brasília, os manifestantes prometem se concentrar na Esplanada dos Ministérios a partir das 9h.

Outros Estados: Também foram marcados atos em Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Recife, entre outras capitais.

Os horários e locais podem ser consultados nos sites da CUT (clicando aqui) e da Força Sindical (clicando aqui).

‘Denunciar retrocessos’
A CUT diz que os protestos são para “denunciar os retrocessos promovidos pelo governo ilegítimo de Michel Temer”, e cita as mudanças na legislação trabalhista.

Além da reforma trabalhista, a CTB critica a “ameaça de mudanças na Previdência” e a portaria do Ministério do Trabalho que alterou as regras para fiscalização do trabalho escravo. A portaria foi editada por Temer às vésperas da votação da segunda denúncia na Câmara contra o presidente, e atendeu à demanda da bancada ruralista no Congresso. A norma, porém, foi suspensa por liminar (provisória) dada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal.

Para o Fórum Sindical de Trabalhadores (FST), é preciso evitar que empregadores apliquem a nova lei trabalhista instantaneamente. “Temos que fazer uma resistência no primeiro dia. Se conseguirmos esse enfrentamento na primeira empresa, as demais vão repensar a adoção das novas regras da Reforma Trabalhista. Mas se aceitarmos a reforma sem nenhum questionamento, ela sera colocada da forma como foi aprovada”, disse o coordenador do FST, Artur Bueno.

Em sua convocação, a Força Sindical cita apenas a reforma da Previdência. O projeto, que propõe mudanças nas regras de aposentadoria, aguarda votação na Câmara dos Deputados atualmente. O governo tem dificuldade para alcançar os votos necessários para que ele seja aprovado pelo Congresso, por isso discute com líderes parlamentares mudanças para enxugar a reforma e facilitar sua tramitação.